fogos locais

29 de março de 2015

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E foi. E onde devia haver beijo há uma falha. É o único sinal visível do acontecimento esse. A montanha arrepanhada ao contrário. A falha...
28 de março de 2015

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O silêncio tornou-se a sua língua materna. Oliver Goldsmith

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nunca mais quero escrever numa língua voraz, porque já sei que não há entendimento, quero encontrar uma voz paupérrima, para nada atmosfé...

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Bilhete Postal Negro I. Calendário repleto de compromissos, futuro incerto. O rádio trauteia uma canção popular sem nacionalidade. Cai ...

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Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios, quando alguém morria perguntavam apenas: tinha paixão? quando alguém morre ta...
21 de março de 2015

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Moi-même je dois en périr, Le cœur me fait si mal, Je voudrais mourir de douleur En voyant ma propre image Heinrich Heine, A Lorelei, 1...

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Et ajoutes: finie, l’harmonie sonore Tu as aimé Mozart en pure perte Vient maintenant la surdité des araignées Cette chute dépasse nos fo...

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tenho saudades de ruas onde ecoa apenas o som dos nossos próprios passos. é talvez — ou sem dúvida —, ter saudades de um certo tipo de soli...
19 de março de 2015

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eu já tinha mais de vinte anos quando descobri que há pessoas que nunca caminham pelas ruas. acordam nas suas casas aquecidas, limpas, arrum...
18 de março de 2015

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Un récit ? Non, pas de récit, plus jamais. Maurice Blanchot, La Folie du Jour
15 de março de 2015

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October 22nd, 1938 Ossia, my beloved, faraway sweetheart! I have no words, my darling, to write this letter that you may never read, ...
14 de março de 2015

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Articular historicamente o passado não significa conhecê-lo tal como ele foi efetivamente . É muito mais apropriar-se de uma recordação que ...
9 de março de 2015

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quando ela disse gosto tanto de ti , quis continuar a dizê-lo, como se entre essas palavras não houvesse respirar. entre os sorrisos de ambo...
5 de março de 2015

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o que guardo da indisciplina, da desobediência e da insubordinação, é o melhor da vida. o ser humano não é livre porque é humano, mas porque...

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Qohélet, o sábio: a sabedoria daquele que vê, que priva de ordem e graça o próprio verbo, para quem a sabedoria é um excesso inútil. O bo...
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