26 de setembro de 2015

entre os leitores deste blogue encontra-se um cujo servidor está nos Estados Unidos da América e que, apesar deste blogue não ter feed ou sequer aparecer nos resultados dos motores de pesquisa, encontrou maneira de ler o que escrevo mal acabo de o publicar. nisso me recorda sempre um outro leitor, praticamente desaparecido, que outrora também fez isso. o primeiro desconheço quem possa ser. o segundo é um amor antigo e fracassado, como é destino do amor, hoje um amigo desleixado que raramente vejo e que raramente vem ler o que raramente aqui deixo. bem entendido, o primeiro substituiu o segundo na sua voracidade, na sua sede, pois o desconhecido vem sempre que escrevo e precisamente nessa velocidade. é ele o meu primeiro leitor. ao contrário do que aconteceu com o meu amigo no tempo em que aqui vinha, não tenho qualquer sentimento por ele. já falei muito sobre o que escrevo com o meu amigo, houve uma altura em que ele me ajudou a ter coragem para escrever, a acreditar que podia escrever. foram tempos inspirados, de uma escrita muito intensa, embora o resultado não me trouxesse satisfação e me deixasse por vezes em grande cólera. ficava sempre ainda fico , feliz quando ele me fala do que escrevi, quer diga bem ou mal. do desconhecido não penso nada. e nos últimos dias tenho pensado "isto é bom". eu escrevo dentro do nevoeiro absoluto. o que do outro lado se encontra, não sei o que é nem desejo receber o seu eco.